terça-feira, 18 de agosto de 2026

SHOT FAIR BRASIL 2026: uma experiência por dentro da maior feira de outdoor, aventura e tiro esportivo da América Latina - Por Leopoldo — Sobrevivendo ao Jogo

 

Existe uma diferença entre assistir a um evento pela internet e estar dentro dele.



Na tela, vemos imagens, produtos, entrevistas e lançamentos. Mas quando atravessamos os portões de uma grande feira, existe algo que nenhuma câmera consegue transmitir completamente: o som, o movimento, a quantidade de pessoas, as conversas acontecendo ao mesmo tempo e, principalmente, a sensação de estar no centro de uma comunidade que compartilha interesses, experiências e propósitos.

Foi exatamente essa sensação que experimentei ao participar da SHOT FAIR BRASIL 2026, realizada entre os dias 15 e 18 de julho, no Distrito Anhembi, em São Paulo.

E neste artigo quero compartilhar um pouco dessa experiência.

Não apenas como uma cobertura de feira, mas como uma história sobre pessoas, encontros, conhecimento e conexões.

A chegada à SHOT FAIR BRASIL


Logo na chegada, antes mesmo de entrar no pavilhão, já era possível perceber a dimensão do evento.

Shotfair


Uma grande movimentação de visitantes, profissionais, criadores de conteúdo, atletas, expositores e pessoas interessadas nos diferentes universos reunidos pela SHOT FAIR BRASIL.

A edição de 2026 chegou à sua sexta realização com números expressivos: aproximadamente 45 mil visitantes, 250 expositores e 19.200 m² de exposição, reunindo centenas de marcas e diferentes segmentos relacionados ao tiro esportivo, caça, aventura, mundo tático e universo outdoor.

Mas números não conseguem explicar completamente a experiência.

É preciso entrar.

É preciso caminhar pelos corredores.

É preciso conversar.

É preciso observar.

E foi isso que procurei fazer durante minha passagem pela feira.

Quando você atravessa as portas, tudo muda

Ao entrar no pavilhão, a primeira sensação é de excesso de informação.

São equipamentos, roupas, acessórios, cutelaria, produtos outdoor, tecnologia, demonstrações, marcas e pessoas por todos os lados.

Você olha para um lado e encontra alguma coisa interessante.

Olha para o outro e já existe outra novidade chamando a atenção.

E rapidamente percebe que seria impossível conhecer tudo em apenas uma visita.

Por isso, decidi não fazer apenas uma cobertura tradicional.

Queria registrar a experiência de estar dentro da SHOT FAIR BRASIL.

Queria mostrar a atmosfera do evento.

E, principalmente, queria encontrar pessoas.

Quando os encontros se tornam a parte mais importante da viagem

Talvez essa tenha sido a parte mais interessante da minha experiência.

Ao longo dos anos produzindo conteúdo para o Sobrevivendo ao Jogo, conheci muitas pessoas através das telas.

Criadores que acompanho.

Profissionais que admiro.

Pessoas que trabalham com sobrevivencialismo, aventura, preparação, cutelaria e atividades outdoor.

Encontrá-las pessoalmente é completamente diferente.



Existe o aperto de mão.

A conversa espontânea.

A troca de experiências.

As histórias que não aparecem necessariamente em um vídeo.

E foi justamente isso que aconteceu durante a SHOT FAIR.

Batata, do Guia do Sobrevivente

Um dos encontros que registrei foi com Batata, do canal Guia do Sobrevivente.

Para quem acompanha o universo do sobrevivencialismo, encontros como esse representam uma oportunidade de trocar experiências e conversar sobre aquilo que realmente importa para quem trabalha e vive nesse segmento.

Mais do que simplesmente falar sobre equipamentos, existe uma oportunidade de discutir conhecimento, experiência prática e a importância de estar preparado.

E esse foi apenas um dos muitos encontros que aconteceram naquele dia.

Alan, do Bravo Expedições

Também tive a oportunidade de conversar com Alan, do Bravo Expedições.

O universo da aventura e das expedições tem uma relação muito próxima com aquilo que defendemos no Sobrevivendo ao Jogo: desenvolver capacidade, conhecer nossos limites, aprender a lidar com ambientes diferentes e entender que preparação é muito mais do que simplesmente possuir equipamentos.

Uma boa conversa com quem vive experiências diferentes sempre acrescenta uma nova perspectiva.

E foi exatamente isso que encontrei.

David, do Mundo AKV

Outro encontro especial foi com David, do Mundo AKV.

Ao longo da feira, fui percebendo que cada conversa acrescentava uma peça diferente à experiência.

Uma pessoa apresentava uma visão.

Outra compartilhava uma experiência.

Outra falava sobre uma técnica.

Outra mostrava uma ferramenta.

E, pouco a pouco, aquilo que poderia ser apenas uma visita a uma feira se transformava em uma grande oportunidade de aprendizado.

Julio, do Preppers BR

Também conversei com Julio, do Preppers BR.

E aqui entramos em um assunto que faz parte diretamente da identidade do Sobrevivendo ao Jogo: a cultura da preparação.

Eu acredito que preparação não deve ser construída sobre medo.

Ela deve ser construída sobre conhecimento, responsabilidade, planejamento, autonomia e capacidade.

Equipamentos são importantes.

Mas equipamentos sem conhecimento podem não significar muita coisa.

Por isso, considero tão importantes as oportunidades de conversar com pessoas que estudam, praticam e compartilham conhecimento sobre preparação.

A cutelaria também ganhou espaço

Outra área que chamou bastante minha atenção foi a cutelaria.

Existe algo especial em uma ferramenta produzida artesanalmente.

Quando observamos uma lâmina feita por um cuteleiro, não estamos vendo apenas aço, madeira, acabamento ou geometria.

Estamos vendo horas de trabalho.

Técnica.

Experiência.

Tradição.

E, em muitos casos, uma história familiar ou cultural sendo preservada.

Durante a feira, conversei com Tiago, da Cutelaria Tradição, e também encontrei diversos outros cuteleiros.

Alguns consegui registrar.

Outros acabaram entrando apenas rapidamente nas imagens.

Mas todos contribuíram para uma das partes mais interessantes da minha experiência na SHOT FAIR BRASIL 2026.

A cutelaria artesanal mostra muito bem algo que acredito ser fundamental na preparação:

uma ferramenta é tão boa quanto o conhecimento de quem sabe utilizá-la.

Uma feira que conecta diferentes universos

A organização definiu para a edição de 2026 o conceito “Conectando Propósitos”.

Depois de vivenciar a feira pessoalmente, essa ideia fez bastante sentido.

A SHOT FAIR reúne universos diferentes, mas que possuem pontos de contato.

Tiro esportivo.

Aventura.

Outdoor.

Caça.

Mundo tático.

Cutelaria.

Sobrevivencialismo.

Equipamentos.

Tecnologia.

E, acima de tudo, pessoas.

A edição de 2026 também ampliou sua diversidade de áreas, incluindo segmentos como airsoft, arquearia, caravanismo, cutelaria e adventure experience.

Isso torna a experiência particularmente interessante para quem transita entre diferentes atividades relacionadas à vida ao ar livre e à preparação.

Mais do que produtos, conhecimento

Uma feira como a SHOT FAIR pode ser observada de várias maneiras.

Para alguns, é uma oportunidade de conhecer lançamentos.

Para outros, de encontrar fornecedores e fazer negócios.

Para atletas e praticantes, pode representar contato com novas tecnologias e equipamentos.

Para criadores de conteúdo, é uma oportunidade de encontrar fontes, parceiros e histórias.

Para mim, foi um pouco de tudo isso.

Mas principalmente foi uma oportunidade de aprender.

Porque quanto mais tempo passamos nesse universo, mais percebemos que ninguém domina tudo.

Sempre existe alguém que sabe alguma coisa que você ainda não sabe.

E essa talvez seja uma das maiores riquezas de eventos como esse.

O que eu trouxe comigo

Depois de horas caminhando pelos corredores, conversando, entrevistando pessoas e registrando imagens, chegou a hora de ir embora.

E foi nesse momento que percebi que não estava levando apenas horas de gravação.

Estava levando histórias.

Encontros.

Novas perspectivas.

Conhecimento.

E boas lembranças.

Eu fui à SHOT FAIR BRASIL 2026 para fazer uma cobertura.

Mas voltei com uma experiência muito maior do que imaginava.

A preparação também é feita de pessoas

Existe uma frase que resume muito bem aquilo que acredito:

preparação não é apenas aquilo que você possui. É aquilo que você sabe fazer.

E eu acrescentaria mais uma coisa:

preparação também é aquilo que você aprende com outras pessoas.

É ouvir quem já passou por determinada situação.

É observar quem tem experiência.

É fazer perguntas.

É testar.

É errar.

É corrigir.

É compartilhar.

É continuar aprendendo.

Foi isso que encontrei na SHOT FAIR BRASIL 2026.

Não apenas uma grande feira.

Encontrei uma comunidade.

Encontrei profissionais.

Encontrei criadores.

Encontrei artesãos.

Encontrei pessoas apaixonadas pelo que fazem.

E encontrei histórias que mereciam ser contadas.

Assista à cobertura completa

Se você quiser experimentar um pouco dessa atmosfera, preparei uma cobertura em formato de vlog/documentário mostrando minha experiência por dentro da SHOT FAIR BRASIL 2026.

No vídeo, você vai acompanhar minha chegada ao evento, a movimentação dos corredores, os encontros, as entrevistas e alguns dos momentos que fizeram dessa experiência algo especial.

[ASSISTA AO VÍDEO: EU FUI À SHOT FAIR BRASIL 2026 — O QUE ENCONTREI POR DENTRO DA FEIRA]👇👇👇

https://www.youtube.com/watch?v=fbPprYLziXc&t=70s&pp=0gcJCRMMAYcqIYzv



Espero que, ao assistir, você tenha a sensação de estar caminhando comigo pelos corredores da feira.

Porque essa foi justamente a minha intenção:

não apenas mostrar onde eu estive, mas fazer você sentir um pouco do que eu vivi.


Sobre o Sobrevivendo ao Jogo

O Sobrevivendo ao Jogo é um canal dedicado a conteúdos sobre sobrevivencialismo, preparação, bushcraft, aventura, autossuficiência, equipamentos e vida ao ar livre.

Aqui, preparação não significa viver com medo do futuro.

Significa desenvolver conhecimento, capacidade, responsabilidade e autonomia para lidar melhor com aquilo que a vida pode apresentar.

Conhecimento prepara. Experiência fortalece. Preparação transforma.

Até a próxima aventura.

Leopoldo
Sobrevivendo ao Jogo


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