Existe uma diferença entre
assistir a um evento pela internet e estar dentro dele.
Na tela, vemos imagens,
produtos, entrevistas e lançamentos. Mas quando atravessamos os portões de uma
grande feira, existe algo que nenhuma câmera consegue transmitir completamente:
o som, o movimento, a quantidade de pessoas, as conversas acontecendo ao mesmo
tempo e, principalmente, a sensação de estar no centro de uma comunidade que
compartilha interesses, experiências e propósitos.
Foi exatamente essa
sensação que experimentei ao participar da SHOT FAIR BRASIL 2026,
realizada entre os dias 15 e 18 de julho, no Distrito Anhembi, em São Paulo.
E neste artigo quero
compartilhar um pouco dessa experiência.
Não apenas como uma
cobertura de feira, mas como uma história sobre pessoas, encontros,
conhecimento e conexões.
A chegada à SHOT FAIR BRASIL
Logo na chegada, antes
mesmo de entrar no pavilhão, já era possível perceber a dimensão do evento.
Uma grande movimentação de
visitantes, profissionais, criadores de conteúdo, atletas, expositores e
pessoas interessadas nos diferentes universos reunidos pela SHOT FAIR BRASIL.
A edição de 2026 chegou à
sua sexta realização com números expressivos: aproximadamente 45 mil
visitantes, 250 expositores e 19.200 m² de exposição, reunindo centenas de
marcas e diferentes segmentos relacionados ao tiro esportivo, caça, aventura,
mundo tático e universo outdoor.
Mas números não conseguem
explicar completamente a experiência.
É preciso entrar.
É preciso caminhar pelos
corredores.
É preciso conversar.
É preciso observar.
E foi isso que procurei
fazer durante minha passagem pela feira.
Quando você atravessa as portas, tudo muda
Ao entrar no pavilhão, a
primeira sensação é de excesso de informação.
São equipamentos, roupas,
acessórios, cutelaria, produtos outdoor, tecnologia, demonstrações, marcas e
pessoas por todos os lados.
Você olha para um lado e
encontra alguma coisa interessante.
Olha para o outro e já
existe outra novidade chamando a atenção.
E rapidamente percebe que
seria impossível conhecer tudo em apenas uma visita.
Por isso, decidi não fazer
apenas uma cobertura tradicional.
Queria registrar a experiência
de estar dentro da SHOT FAIR BRASIL.
Queria mostrar a atmosfera
do evento.
E, principalmente, queria
encontrar pessoas.
Quando os encontros se tornam a parte mais importante da viagem
Talvez essa tenha sido a
parte mais interessante da minha experiência.
Ao longo dos anos
produzindo conteúdo para o Sobrevivendo ao Jogo, conheci muitas pessoas
através das telas.
Criadores que acompanho.
Profissionais que admiro.
Pessoas que trabalham com
sobrevivencialismo, aventura, preparação, cutelaria e atividades outdoor.
Encontrá-las pessoalmente é
completamente diferente.
Existe o aperto de mão.
A conversa espontânea.
A troca de experiências.
As histórias que não
aparecem necessariamente em um vídeo.
E foi justamente isso que
aconteceu durante a SHOT FAIR.
Batata, do Guia do Sobrevivente
Um dos encontros que
registrei foi com Batata, do canal Guia do Sobrevivente.
Para quem acompanha o
universo do sobrevivencialismo, encontros como esse representam uma
oportunidade de trocar experiências e conversar sobre aquilo que realmente
importa para quem trabalha e vive nesse segmento.
Mais do que simplesmente
falar sobre equipamentos, existe uma oportunidade de discutir conhecimento,
experiência prática e a importância de estar preparado.
E esse foi apenas um dos
muitos encontros que aconteceram naquele dia.
Alan, do Bravo Expedições
Também tive a oportunidade
de conversar com Alan, do Bravo Expedições.
O universo da aventura e
das expedições tem uma relação muito próxima com aquilo que defendemos no
Sobrevivendo ao Jogo: desenvolver capacidade, conhecer nossos limites, aprender
a lidar com ambientes diferentes e entender que preparação é muito mais do que
simplesmente possuir equipamentos.
Uma boa conversa com quem
vive experiências diferentes sempre acrescenta uma nova perspectiva.
E foi exatamente isso que
encontrei.
David, do Mundo AKV
Outro encontro especial foi
com David, do Mundo AKV.
Ao longo da feira, fui
percebendo que cada conversa acrescentava uma peça diferente à experiência.
Uma pessoa apresentava uma
visão.
Outra compartilhava uma
experiência.
Outra falava sobre uma
técnica.
Outra mostrava uma
ferramenta.
E, pouco a pouco, aquilo
que poderia ser apenas uma visita a uma feira se transformava em uma grande
oportunidade de aprendizado.
Julio, do Preppers BR
Também conversei com Julio,
do Preppers BR.
E aqui entramos em um
assunto que faz parte diretamente da identidade do Sobrevivendo ao Jogo: a
cultura da preparação.
Eu acredito que preparação
não deve ser construída sobre medo.
Ela deve ser construída
sobre conhecimento, responsabilidade, planejamento, autonomia e capacidade.
Equipamentos são
importantes.
Mas equipamentos sem
conhecimento podem não significar muita coisa.
Por isso, considero tão
importantes as oportunidades de conversar com pessoas que estudam, praticam e
compartilham conhecimento sobre preparação.
A cutelaria também ganhou espaço
Outra área que chamou
bastante minha atenção foi a cutelaria.
Existe algo especial em uma
ferramenta produzida artesanalmente.
Quando observamos uma
lâmina feita por um cuteleiro, não estamos vendo apenas aço, madeira,
acabamento ou geometria.
Estamos vendo horas de
trabalho.
Técnica.
Experiência.
Tradição.
E, em muitos casos, uma
história familiar ou cultural sendo preservada.
Durante a feira, conversei
com Tiago, da Cutelaria Tradição, e também encontrei diversos outros
cuteleiros.
Alguns consegui registrar.
Outros acabaram entrando
apenas rapidamente nas imagens.
Mas todos contribuíram para
uma das partes mais interessantes da minha experiência na SHOT FAIR BRASIL
2026.
A cutelaria artesanal
mostra muito bem algo que acredito ser fundamental na preparação:
uma ferramenta é tão boa
quanto o conhecimento de quem sabe utilizá-la.
Uma feira que conecta diferentes universos
A organização definiu para
a edição de 2026 o conceito “Conectando Propósitos”.
Depois de vivenciar a feira
pessoalmente, essa ideia fez bastante sentido.
A SHOT FAIR reúne universos
diferentes, mas que possuem pontos de contato.
Tiro esportivo.
Aventura.
Outdoor.
Caça.
Mundo tático.
Cutelaria.
Sobrevivencialismo.
Equipamentos.
Tecnologia.
E, acima de tudo, pessoas.
A edição de 2026 também
ampliou sua diversidade de áreas, incluindo segmentos como airsoft, arquearia,
caravanismo, cutelaria e adventure experience.
Isso torna a experiência
particularmente interessante para quem transita entre diferentes atividades
relacionadas à vida ao ar livre e à preparação.
Mais do que produtos, conhecimento
Uma feira como a SHOT FAIR
pode ser observada de várias maneiras.
Para alguns, é uma
oportunidade de conhecer lançamentos.
Para outros, de encontrar
fornecedores e fazer negócios.
Para atletas e praticantes,
pode representar contato com novas tecnologias e equipamentos.
Para criadores de conteúdo,
é uma oportunidade de encontrar fontes, parceiros e histórias.
Para mim, foi um pouco de
tudo isso.
Mas principalmente foi uma
oportunidade de aprender.
Porque quanto mais tempo
passamos nesse universo, mais percebemos que ninguém domina tudo.
Sempre existe alguém que
sabe alguma coisa que você ainda não sabe.
E essa talvez seja uma das
maiores riquezas de eventos como esse.
O que eu trouxe comigo
Depois de horas caminhando
pelos corredores, conversando, entrevistando pessoas e registrando imagens,
chegou a hora de ir embora.
E foi nesse momento que
percebi que não estava levando apenas horas de gravação.
Estava levando histórias.
Encontros.
Novas perspectivas.
Conhecimento.
E boas lembranças.
Eu fui à SHOT FAIR BRASIL
2026 para fazer uma cobertura.
Mas voltei com uma
experiência muito maior do que imaginava.
A preparação também é feita de pessoas
Existe uma frase que resume
muito bem aquilo que acredito:
preparação não é apenas
aquilo que você possui. É aquilo que você sabe fazer.
E eu acrescentaria mais uma
coisa:
preparação também é aquilo
que você aprende com outras pessoas.
É ouvir quem já passou por
determinada situação.
É observar quem tem
experiência.
É fazer perguntas.
É testar.
É errar.
É corrigir.
É compartilhar.
É continuar aprendendo.
Foi isso que encontrei na
SHOT FAIR BRASIL 2026.
Não apenas uma grande
feira.
Encontrei uma comunidade.
Encontrei profissionais.
Encontrei criadores.
Encontrei artesãos.
Encontrei pessoas
apaixonadas pelo que fazem.
E encontrei histórias que mereciam ser contadas.
Assista à cobertura completa
Se você quiser experimentar
um pouco dessa atmosfera, preparei uma cobertura em formato de
vlog/documentário mostrando minha experiência por dentro da SHOT FAIR BRASIL
2026.
No vídeo, você vai
acompanhar minha chegada ao evento, a movimentação dos corredores, os
encontros, as entrevistas e alguns dos momentos que fizeram dessa experiência
algo especial.
[ASSISTA AO VÍDEO: EU FUI À
SHOT FAIR BRASIL 2026 — O QUE ENCONTREI POR DENTRO DA FEIRA]👇👇👇
https://www.youtube.com/watch?v=fbPprYLziXc&t=70s&pp=0gcJCRMMAYcqIYzv
Espero que, ao assistir,
você tenha a sensação de estar caminhando comigo pelos corredores da feira.
Porque essa foi justamente
a minha intenção:
não apenas mostrar onde eu
estive, mas fazer você sentir um pouco do que eu vivi.
Sobre o Sobrevivendo ao Jogo
O Sobrevivendo ao Jogo
é um canal dedicado a conteúdos sobre sobrevivencialismo, preparação,
bushcraft, aventura, autossuficiência, equipamentos e vida ao ar livre.
Aqui, preparação não
significa viver com medo do futuro.
Significa desenvolver
conhecimento, capacidade, responsabilidade e autonomia para lidar melhor com
aquilo que a vida pode apresentar.
Conhecimento prepara.
Experiência fortalece. Preparação transforma.
Até a próxima aventura.
Leopoldo
Sobrevivendo ao Jogo


